O Ultimo dia de nossa existência, o dia que estava previsto...
Ainda estamos vivos, ainda destruímos, ainda nos deixamos destruir!
Ainda me deixo destruir...
Mesmo sabendo que o mundo não acabaria, me sinto vazia, pois todas as possibilidades foram arrancadas de mim...
Sonhei com você hoje, e no sonho você me fazia chorar, e mesmo que em sonho me fez chorar.
Eu em meu costumeiro cansaço, me acostumando também com a possibilidade de estar aqui e não lá, o costume de fato é algo horrível.
Horrível é desejo de que tudo terminasse aqui e agora, pois já não restam forças, nem almenos esperança... o que persiste é a amargura no peito, resultado de um ano de muita luta, pra nada.
Me vejo condicionada a parar, e não em prosseguir, como um motorista no trânsito com o semáforo quebrado, que dá passagem para todos os carros pacientemente e generosamente.
Só me faltou um jardim agora, pra falar mal da vida alheia... ah já me enfiei em tanto buraco, acreditando na arte, acreditando em mim, acreditando em todas as mentiras que me eram contadas, como uma criança que acredita em todas as bobagens que ouve, encarando o mundo como um lugar mágico. Mas não, o mundo não é mágico, mágicos são aqueles que nos iludem o tempo todos, e nos fazer cair em suas trapaças cotidianas.
Vejo que de fato cheguei em meu juízo final, e entendi que isso não é pra mim, esse mundo de cães selvagens que se atropelam pra pegar a melhor caça.... entendo minha posição, é como se eu parasse para observar o momento da caça suja e cheia de trapaça e dissesse pra mim mesma:
Comam as vísceras, briguem pelos restos, mostrem que é o mais forte, quem comerá o coração! Porque eu me recuso a participar disto.
Morrerei de fome, mas serei meu próprio juízo final!

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