segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Memórias de um itinerante

Novas ruas percorri, novos bairros conheci,
por cidades passei, e nenhuma delas morei,
coisas belas eu vi, coisas tristes vivi,
se perguntares o que tenho de valioso, te direi um coração, a bondade e a esperança fazem parte do meu dom.

Posso ser uma sem teto itinerante, posso nunca ter vivido um romance, mas tenho uma imaginação fertilizante que consegue tudo que não esta em meu alcance.

[...]Doroti Martz     

O auto, o Natal e o inferno

Hoje... hoje me lembrei das coisas tristes, coisas que há tempos não lembrava.
Lembrei do vazio da minha alma, da incompreensão que carrego. Lembrei do buraco negro que se esconde no orifício do meu peito. Esse buraco me consome e me mata aos poucos.
Morrer, queria ter um quarto, para entrar e morrer um pouco hoje.... olho ao redor, e vejo que nada tenho, sou um João ninguém, sem casa, sem grana, sem alguém que me ame.
tenho apenas um celular com musicas tristes para me consolar nesse momento... mas o fone quebrado não deixa eu me afogar na solidão.
Não sou materialista, mas tenho necessidades e se almenos eu tivesse um prato de comida e um alguém para amar já estaria satisfeita.

[...] Doroti Martz