Hoje entendi o que é sentir a dor, não a dor de uma ferida, mas a dor da desilusão.
Amarga desilusão, vem beijar os meus lábios logo cedo, amargurando minha vida, minha alma...
E como se não bastasse ter a desilusão hoje ao meu lado, me acompanha também a solidão.
Diferente da outra, a solidão é fria e vazia e é assim que me sinto acompanhada dela...
Retorno novamente a minhas vagas escritas, pois tenho comigo a dor da traição, e esta meu caro, é mais amarga e fria do qualquer outro sentimento que já tive na vida.
só não é pior que a morte. Não, isso não, porém o que fica é uma sutil dor, instalada no peito, e que me aperta as vísceras, quando a saudade vem.
Duas pessoas me feriram no mesmo dia, um me traiu com outra, ou talvez com si próprio, olhou nos meus olhos, e me disse como quem contava de um divertido passeio no parque, com detalhes de toda a façanha. O outro, no momento que eu mais precisei, virou as costas.... eu até fui humilde o suficiente para pedir lhe ajuda, porém este, fechou suas portas, entrou no seu mundo e me deixou aqui, desolada e ferida, como eu fosse uma desconhecida... e quantas foram as vezes que te estendi a mão, que te peguei no colo, quando não tinha forças para caminhar?
Me sinto agora, como um boneco de pano, velho e sujo, com a aparência esfacelada, com seus retalhos escorrendo de seu frágil corpo... por que fazem isso comigo?
Por que a vida faz isso comigo? Tenho apanhado da vida duramente, nos ultimo tempos, e confesso já não aguentar mais, quando acho que de fato a vida me presenteia, percebo que só estou cuidando de algo que será oferecido para outra pessoa, e quando chega a hora, aquilo que acreditava que era um presente, me é arrancado bruscamente de meus braços, levando grande parte de mim.... e eu fico assim, desamparada, caida no chão, me desfazendo em pedaços...
Como boneca de pano que sou, chegará a hora de juntar meus retalhos, meus trapos e minha vida e remenda- los novamente, para me preparar para a próxima queda.
Mas hoje, hoje não, ficarei assim, desse mesmo jeito caída no chão, traída, sofrendo por um amor que não aconteceu, sofrendo minha dor, e por algum tempo permanecerei aqui...
Por algum tempo, permanecerei exatamente aqui...
Permanecerei aqui...
Pe ma eceri qui...
e a c i q i..
q i .
Não escrevo porque escrevo bem, pelo contrário... escrevo para expressar o grito que minh´alma sussurrra constantemente! Escrevo para retirar de mim, todo o peso e a culpa de ter uma alma sombria; Sombria mas não infeliz, quem sabe um pouco amargurada, por não ter alguém que a compreenda, mas ser bombardeada a todo momento com inquetações impostas pela sociedade. Não esperes grandes coisas, pois pequenas se tornarão, diante da pobreza de minhas palavras. [...]
domingo, 25 de novembro de 2012
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Desconstrução
Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir,
Por me deixar respirar, por me deixar existir,
Deus lhe pague!
E pelas humilhações, só para me redimir,
Por me deixar caminhar, sem ter para onde ir,
Pelas promessas fingidas e pelo estamos aí,
Deus lhe pague!
Pelo dinheiro barato para me prostituir,
Por uma vida roubada, por não eu querer existir,
Pela labuta no engenho, pelos açoites aqui,
Deus lhe pague!
Por tudo que eu precisar, por não lembrar mais de mim,
Por me deixares voltar, pra depois me mandar ir,
Por me fazeres pirar, só pra brincar no jardim,
DEUS LHE PAGUE !!!
Por me deixar respirar, por me deixar existir,
Deus lhe pague!
E pelas humilhações, só para me redimir,
Por me deixar caminhar, sem ter para onde ir,
Pelas promessas fingidas e pelo estamos aí,
Deus lhe pague!
Pelo dinheiro barato para me prostituir,
Por uma vida roubada, por não eu querer existir,
Pela labuta no engenho, pelos açoites aqui,
Deus lhe pague!
Por tudo que eu precisar, por não lembrar mais de mim,
Por me deixares voltar, pra depois me mandar ir,
Por me fazeres pirar, só pra brincar no jardim,
DEUS LHE PAGUE !!!
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