Me perco para não me encontrar, para não desapontar, para não me reprimir....
Por que será que eu pareço valer um pouco mais que um nada?
Entre acordes e arranjos me escondo...
Me escondo porque fujo de mim,
Porque se já não me acho, não hei de me procurar.
Entre ruas e asfaltos caminho.....
Um caminho sem direção, apenas por caminhar,
Já que vira latas e carros descontrolados me fazem companhia.
Percebo que nas calçadas frias e sujas é onde eu realmente posso ter paz.
A brisa gelada suavemente corta meu rosto, como se desejasse me tomar por completa....
O vento é um pouco menos sútíl, passa-me com veemência desgrenhando meus cabelos,
E a escuridão da noite, desce sobre mim fazendo eu sintir seu gosto que por um instante é doce como um mel.... mas depois torna-se um amargo com tal acidez, que coroe me estômago sem piedade.
Eis-me aqui, viva! Mas talvez sem viver...
Penso que a morte, seja quem sabe
Um consolo para as almas cansadas e desesperadas!
[... ] Doroti Martz

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